segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O canto perpétuo de Alexandria


No furor bravejante da quietude
Ressoa o clangor das trombetas
O plácido gutural do poeta
Vibra junto aos acordes do alaúde

Os ecos das bramidoras trompas de Jericó
Trazem nevralgias ao aurículo do Oráculo
Ente que censura ao cálice com báculo
E cala as vozes radiosas dos Filhos de Jó.

Em revés, d'aquele pretérito imperfeito
À eternidade do trono de Cronos
A voz do menestrel culminará em seu Direito.

Enquanto enerva, pragueja às Três Marias
A maldição de Minerva silenciará como em sepulto
Guardarás esta quimera até o fim de teus dias.

Jamill Shafofaire

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