Ao que restou do cadáver de Augusto dos Anjos.
A sete palmos do chão,
Numa caixa de mogno decrépito
Descansa a mórbida ilusão
com o resto de seu séquito.
A ignomínia funesta
Banha em formol as memórias
Que o enxofre contesta,
Cravadas a formão nos livros de estórias.
São exumadas as urnas d'ouro
Junto do resiliente refugo
Daquilo que um dia foi louro.
Dissidente e teimoso tarugo
Resto dos restos porvindouros
Incômodo desafio do lanugo.
Jamill Shafofaire
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