sexta-feira, 21 de junho de 2013

Da poltrona

Debaixo do pé de uvas
Eu sentei e aguardei a chuva

À sombra da figueira,
Ficaram sentados comendo besteiras

De costas para o carvalho,
Se portou feito um paspalho

Não era nada disso
A árvore que cobria o sol
Diferente de tudo já visto
Pelo sujeito sentado só

Retorce os galhos da árvore
Que já cansou de ser estável
Põe cor no céu de mármore
Porque tudo é mutável.
Levanta da poltrona mofada.
Encara logo a luz rajada.

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