Sob
o manto gris celestial
Recosta-se
a alva joia noturna
Preguiçoso,
junto ao halo lunar,
Serpenteia
o esplendor hálico do Oceano
A
paisagem idílica delicia o transeunte
De
sapatos salgados pelo mar,
com
os cabelos que conservam o brilho da garoa,
a
indiferença cromática da abóbada
E
os olhos úmidos, com promessas de lágrimas a derramar
Quisera
eu ser um deles
Um
eterno grão de areia
Talvez
um pássaro, livre a voar
Um
peixe que as águas vagueia
Ou
mesmo um pedregulho,
porém
refestelado à beira-mar.
Jamill Shafofaire
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