A prata
brilhando acima de nossas cabeças
Ofuscando
a ardência por afagos,
Penetrando
tão fundo...
Impossível
de alcançar,
Impossível
de explicar.
Inefável.
O
êxtase do ouro
No fim
dos tempos;
Pés
fatigando por tempos infindáveis
Até o
duelo final
Pela
redenção,
Fundada
por belezas interiores
Expondo-se
obscenamente, paralisando olhares,
Harmoniosamente
como um tango embaçado;
Impossível
dizer
Impossível
ensinar.
Inefável.
Montanha
formada de gotas
Caindo
incessantemente do céu.
A prata
que reluz em seu pico,
O ouro
que arde como coração pulsante à beira da morte
Incendiando
uma calmaria gélida
Tão
branca como rio que congela
Será
inteligível?
É como
o amor,
Compreende-se
que é belo,
Mas
quem o explica?
Inefável.
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