As línguas se enroscam
Na boca da prosa e da poesia
Profunde o profundo som
Fricativo, bilabial, afonia
A língua da lua que lambe
O mar no horizonte.
Palavras carregadas de sangue
Sussura o vento cortante
Em poemas rebuscados
Na angústia do ermo.
Para os frustrados
Não há meio-termo.
De uma cusparada
Fez-se o grito
Apressou-se a partida
Martelou-se o mito
Do escarro se faz suspiro
A paulada vira rima
E só rima quem arrima
Disso tudo, eu respiro.
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